prédio histórico da Belas Artes em preto e branco

Histórico

Fundada em 1948 e oficializada pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná no dia 3 de Outubro de 1949, através da Lei nº 259, a Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) - em seus 73 anos de história - formou diversos artistas e contribuiu de maneira significativa com o ambiente educacional e cultural de Curitiba. 

Essa trajetória teve seu início com o interesse e o apoio de diversas entidades e instituições, como a Sociedade de Cultura Artística Brasílio Itiberê, fundada em 1944 com o objetivo de promover a educação artística e a formação de platéia em música erudita; a Academia Paranaense de Letras, do Círculo de Estudos Bandeirantes, que foi criado em 1929 com a finalidade de incentivar o estudo, a pesquisa e a divulgação da cultura nacional e paranaense; e diversas outras entidades que tinham como principal objetivo a educação e a difusão artística e cultural, das quais podemos citar o Centro Feminino de Cultura, a Sociedade de Amigos de Alfredo Andersen, o Instituto de Educação e o Colégio Estadual do Paraná. 

Com esses apoiadores, a ideia da criação da Escola ganhou forma e chamou a atenção do então governador do Estado do Paraná, Moysés Lupion (1908 - 1991), que logo enviou o projeto para a Assembleia e solicitou a ajuda do professor Fernando Corrêa de Azevedo para tirá-lo do papel. O professor ficou encarregado de formular uma proposta estrutural para a instituição, selecionar e contratar um corpo técnico de funcionários, como professores e agentes responsáveis pela administração e gerenciamento da instituição.

 

Para a formação desse corpo técnico/docente foram levadas em consideração as produções artísticas, a movimentação dos artistas no meio artístico e questões como origem, formação artística, experiência em docência e participações no campo da arte. Com isso, Fernando Corrêa de Azevedo ficou responsável por organizar a escolha dos docentes da instituição. 

Para compor o grupo de docentes de Música, foram convidados os seguintes professores: Hugo Antônio de Barros, Prudência Ribas, Luiz Eulógio Zilli, Altamiro Bevilacqua, Lício Lima, Bianca Bianchi,Guilherme Carlos Tiepelmann, João Poeck, Remo de Persis, Iolanda Fruet Corrêa, Jorge Frank, Edgard Chalbaud Sampaio, Ludwig Seyer, Renné Devraine Frank, Natália Lisboa, Bento Mossurunga, Alceu Bocchino, Francisco Stobbia, Benedito Nicolau dos Santos, João Ramalho, José Coutinho de Almeida, Margarida Solheid Marques, Raul Menssing, Inez Calle Munhoz, Jorge Kaszás, Margarida Zugueib, Severino D’Atri e Charlote Frank. 

 

Para a área de Artes convidou os professores João Woiski, Estanislau Traple, Oswald Lopes, Guido Viaro, Osvaldo Pilotto, Waldemar Curt Freyesleben, Frederico Lange de Morretes, Arthur Nísio, David Carneiro, Erasmo Pilotto, Theodoro de Bona, João Turin e José Peon.

Com o corpo técnico definido, a Escola pôde iniciar os seus trabalhos, inicialmente na sede da "Escola de Professores de Curitiba" (atual Instituto de Educação do Paraná), no nº 50 da Rua Emiliano Perneta, sendo transferida posteriormente para a sua própria sede no nº 179 da mesma rua. Desse modo, deu início a sua missão de proporcionar uma educação artística de qualidade no Estado. 

Essa história ganhou mais um capítulo em 2013, quando a Escola passou a integrar a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e se estabelecer como um "campus universitário” a partir de uma reorganização administrativa, passando a integrar uma rede universitária em diversas cidades do Paraná. 

Comentários de Teca Sandrini:
A importância dos acervos de Arte.

aspas abertas

É tão importante participar desses acervos que hoje vocês estão trabalhando no curso de Museologia para que todos esses acervos dos museus sejam respeitados, e tratados com o cuidado tão necessário, acreditando na História da Arte.

- Teca Sandrini